A tarde cai
e com ela se esvai
o fio da esperança
que insisto em manter.
Um fio tênue, desgastado,
que se dilui por nunca se tornar laço,
por falta de entrelaço,
por não ser o fio da artéria de um coração.
Restam apenas linhas,
farpas,
misturando-se e tecendo
o manto da minha solidão.
Ah, fio de esperança!
Permaneça no meu caminho
mesmo que como corda bamba...
E, se eu cair,
que seja em seu novelo...